Padaria usa balança em dois lugares diferentes, com exigências diferentes — e confundir os dois é o erro que mais aparece.
Toda balança usada para definir o preço que o cliente paga — pão por quilo, salgado, frios — é instrumento de medição regulamentado. Ela precisa ter selo do INMETRO e passar por verificação periódica.
Usar balança sem selo válido no atendimento é infração, e a fiscalização do IPEM verifica isso. Balança de uso doméstico não serve para essa função, por melhor que seja.
Na cozinha e na confeitaria a exigência é outra: fidelidade à ficha técnica. Massa, fermento, sal e melhorador em quantidade errada mudam o produto — e fermento é especialmente sensível.
Aqui vale resolução fina (medir em gramas, não em dezenas de gramas) e capacidade compatível com o lote. Uma balança de 30 kg não mede bem 20 g de fermento.
Muitas padarias precisam de duas: uma de alta capacidade para a farinha e uma de precisão para os ingredientes em pequena quantidade.
Prato em inox — contato com alimento, precisa ser higienizável.
Bateria — balança que só funciona na tomada para no primeiro apagão, justamente no movimento.
Capacidade e divisão — a divisão é o menor incremento que ela lê; é o que determina se serve para o seu uso.
No balcão, evita a infração e agiliza a fila. Na produção, garante que a ficha técnica seja cumprida — e ficha técnica que escapa alguns gramas por produto, multiplicada pela produção do mês, é margem indo embora sem aparecer.
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