Em cozinha industrial existe um princípio que a fiscalização espera ver aplicado: o fluxo unidirecional. O alimento caminha da área suja para a limpa, sem voltar — e as pessoas também não deveriam circular no sentido contrário.
O pass through é o equipamento que materializa isso. Com portas nos dois lados, ele é carregado numa área e descarregado na seguinte, sem ninguém atravessar de um setor para o outro.
Entre pré-preparo e produção — o que foi higienizado e porcionado passa para a cozinha quente sem trânsito de pessoal.
Entre produção e expedição — o prato pronto ou resfriado segue para a montagem ou distribuição.
Entre cozinha e refeitório — o serviço retira sem entrar na área de manipulação.
Circulação cruzada é apontamento recorrente em inspeção de cozinha que serve refeição coletiva. Resolver por procedimento é frágil — depende de todo mundo lembrar todo dia. Resolver por arquitetura é definitivo.
Some a isso o controle de temperatura: o produto fica refrigerado durante a passagem, sem ficar exposto em bancada esperando alguém buscar.
Vedação e recuperação — são duas portas, o dobro de aberturas de um refrigerador comum. É a especificação mais crítica.
Medida do vão — o equipamento é embutido na parede entre os ambientes. Confira estrutura e dimensão antes, porque não se muda de lugar depois.
Inox e prateleiras removíveis — higienização completa é requisito, não conforto.
Capacidade — dimensione pelo volume que transita entre os setores no turno, não pelo estoque total.
Em conformidade e em organização do turno. Não conformidade em auditoria custa muito mais que o equipamento — e num contrato de refeição coletiva pode custar o contrato.
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