O fatiador é um dos equipamentos que mais se paga numa operação de alimentação — e um dos que mais se compra errado, porque a escolha costuma ser feita pelo preço em vez do uso.
Três coisas decidem: o que você corta, quanto corta por dia e o tamanho da peça.
Frios e embutidos — presunto, mortadela, salame. Material macio, exigem menos do motor.
Queijo — oferece bem mais resistência, principalmente mussarela gelada. Pede motor com folga, senão esquenta e trava.
Carne — para carpaccio, rosbife e cortes finos, exige lâmina bem afiada e regulagem precisa.
Uso intermitente (padaria de bairro, lanchonete, restaurante pequeno) é bem atendido por modelos de bancada.
Uso contínuo (supermercado com balcão de frios, cozinha industrial, pizzaria de alto volume) exige modelo com motor dimensionado para trabalho prolongado, que não peça pausa para esfriar.
É o que define o tamanho da peça que cabe. Lâmina pequena obriga a repartir a peça antes de fatiar — o que dá trabalho e gera perda nas pontas.
Lâmina removível e peças desmontáveis são requisito sanitário: resíduo de gordura entre as partes é foco de contaminação. E protetor de lâmina não é acessório — é o que evita acidente no equipamento mais cortante da cozinha.
Duas contas diretas: comprar em peça custa menos por quilo do que comprar fatiado, e fatia padronizada controla a porção — o sanduíche sai sempre com o mesmo custo, e a ficha técnica para de escapar.
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