No supermercado, refrigeração tem duas características que a tornam a decisão de equipamento mais pesada da operação: ela é o que vende nas seções de maior giro e é a maior despesa fixa de energia da loja.
Escolher pensando só no preço de compra costuma sair caro no primeiro ano de conta de luz.
Bebidas — expositor vertical com porta de vidro. Quanto mais gelado, mais vende.
Frios e laticínios — faixa de conservação, sem congelar. Queijo e presunto congelados perdem textura.
Carnes — balcão vitrine para atendimento, vertical para embalados. Entre 0°C e 4°C, exigência fiscalizada.
Congelados — ilha ou vertical a −18°C.
Hortifruti — expositores refrigerados que preservam a aparência, que é o que vende no setor.
Expositor aberto vende mais por ser mais acessível, mas consome muito mais. Com o custo de energia atual, muitos supermercados estão migrando para modelos com porta de vidro.
A diferença de consumo entre os dois, multiplicada por vários equipamentos e por 24 horas de operação, costuma superar rapidamente qualquer diferença de preço na compra.
No varejo, o que vende é a frente de produto que o cliente enxerga ao passar, não o volume interno. Equipamento fundo demais guarda produto que ninguém vê e ainda dá trabalho de repor.
Consumo declarado — é a especificação que mais pesa no longo prazo.
Recuperação de temperatura com movimento intenso.
Degelo automático — evita gelo que derruba a eficiência e obriga a parar o equipamento.
Iluminação — produto iluminado vende; prateleira escura passa despercebida.
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